Alguma coisa contra o Vietname?

noodle soup time. at pho's. again...

Se eu fosse uma pessoa rica, agarrava em mim, voava até Hanói, contratava um bom cozinheiro, voltava, abria um restaurante vietnamita em Lisboa e comia lá todos os dias.

Como não sou, sempre que vou ao estrangeiro procuro-os. E em todo o lado os encontro: Paris, Londres, Berlim, Joahnesburgo (sim, Joahnesburgo, e bem bom).

Na última viagem, a Washington, foi um abuso. Perto do alojamento onde eu e outros jornalistas portugueses nos encontrávamos, havia um extraordinário restaurante de pho. A pho é, juntamente, com a tom yum tailandesa e a ramen japonesa, e muito justamente, uma das mais populares sopas asiáticas.

pho's accessories.

O sítio – denominado Pho 75, na zona de Arlington – era despojado, nem o habitual folclore oriental, mesas corridas, lista plastificada; mas acabou por se tornar na nossa cantina.

Servida em tigelas médias ou grandes, tinha uma base comum e várias hipóteses de recheio. Alguns preferiam a versão mais simples, praticamente só os noodles de arroz e a carne de vaca. Eu e a Helena Cristina Coelho (responsável pela reportagem fotográfica, mais uma vez) escolhíamos a que vinha com tendão e dobrada e tudo.

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À parte, eram servidas (com o pragmatismo sisudo dos empregados de restaurantes com muita freguesia) folhas frescas de manjericão tailandês (com um aroma exuberante a anis), rebentos de soja, pimentos e limas. Notável o contraste com o caldo, líquido translúcido mas complexo e cheio, feito à base da cozedura de ossos da perna da vaca.

E agora o preço. Quanto vale? Estamos na capital dos EUA, terra de senadores e burocratas de organizações mundiais com funcionários bem remunerados. No melhor restaurante de pho de Washington DC.

40 euros? 20 euros? 16 euros? 6 euros?

Seis euros. Já com gorjeta.

No final da estadia, mesmo os que inicialmente estavam mais renitentes ficaram rendidos. E não apenas por causa da conta.

Autoridades, empresários, embaixadores e importadores, cônsules e consultores, representantes, participantes, institutos, instituições, mandatados e mandões, cozinheiros, chefs Paulo Morais e Anna Lins, vá lá ver.

A população reclama, a economia exige. Um restaurante tradicional vietnamita, em Lisboa, já!

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