De férias na Quinta

Eu, a Sílvia e os miúdos viemos passar uns dias à Quinta de S. João, um retiro nas beiras, na aldeia de Penso, propriedade da minha sogra (sogra fixe). A zona, perto de S. Pedro do Sul, tem a serra a Norte e é um idílio de natureza, entremeado de hortas e matos onde abundam raposas, coelhos, esquilos e javalis.

Quase todos os anos temos a sorte de nos abastecer com os legumes e as frutas produzidas pelos vizinhos, em regime de auto-subsistência. Há dias, quando andava a experimentar uns caminhos de skate, conheci a D. Lucinda (“Você anda com um autocarro debaixo dos pés?!”), dobrada sobre um punhado de espinafres. Perguntei-lhe se sabia onde havia carqueja e ela dispôs-se a trazer-ma da floresta, no dia seguinte. Explicou-me também que as ervas que eu andava a apanhar para chá, convencido de que eram cidreira, chamava-lhes ela, afinal, margaças, e usava-as apenas para matar o piolho da galinha.

No dia seguinte, a D. Lucinda tinha um saco cheio de batatas e cebolas à beira da estrada, para eu apanhar quando passasse no meu “autocarro debaixo dos pés”. As batatas novas de Agosto são compactas, muito saborosas, e ligeiramente adocicadas, excelentes para comer cozidas e para reciclar em tortilhas no dia seguinte.

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